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Batalha/IC 9: EP demonstra “abertura para acolher a posição da autarquia" quanto ao nó de ligação à EN 356 - Autarca
A Estradas de Portugal (EP) mostrou disponibilidade para minimizar os impactos negativos com a construção do Itinerário Complementar (IC) 9, uma das vias rodoviárias que integra a concessão Litoral Oeste.

Segundo António Lucas, presidente da Câmara Municipal da Batalha, numa reunião realizada na passada sexta-feira, a pedido do município, a EP demonstrou “abertura para acolher a posição da autarquia em relação ao nó de ligação à Estrada Nacional 356”. Ainda assim, “há situações que têm que ser analisadas em sede de projecto de execução para evitar a demolição de habitações”.

O autarca afirma não haver alternativa para uma habitação na localidade de Torre, considerando que é possível salvaguardar as restantes casas. “Vamos ver o que é possível fazer. Mas a reunião correu bem”.

Recorde-se que na passada quarta-feira, moradores do Celeiro, uma das localidades no caminho do IC 9, realizaram uma marcha de protesto. António Encarnação, um dos promotores da acção, defende um regresso à proposta inicial da EP, por ser menos intrusiva. “O nó de acesso vai afectar mais casas, uma urbanização licenciada há 15 anos, já tem cinco casas construídas, faltam duas. A estrada vai ficar encostada à casa de uma pessoa”.

António Encarnação refere que o traçado “é mais sinuoso, tem que se fazer uma escapatória na subida para a Torre por causa da inclinação. Não vamos fazer aqui o IP 5”. Por outro lado, a construção do IC9 vai afectar recursos hídricos, revela um estudo solicitado pelos moradores. “É um atentado ambiental e humano”, remata.




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08 de Fevereiro de 2010
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